Espiritos do Luar é baseado nas histórias e lendas das tribos Cherokee, Wappo e Karok. Os nomes são inventados e a história em si é ficcionada.
Domingo, 24 de Outubro de 2010

Midnight Howl - Cap 23 - 3ª Parte

Comprámos os nossos bilhetes e entrámos. Aquilo era enorme e como era fim de semana estava cheio de gente, era incrível. Eu estava completamente maravilhado e não sabia onde deveria ir primeiro, queria experimentar tudo! Decidimos começar pelas bancadas de peluches. Fomos a uma de tiro ao alvo primeiro. Bem pontaria para mim não era problema, portanto perguntei a Neela que peluche queria par saber quantos pontos tinha de fazer.

- Um snoopy gigante. - disse-me, sorrindo.

- Ok, sem problemas.

Peguei na arma e em três tiros acertei no meio, como já estava á espera. Neela sorriu, não sabia que tinha boa pontaria e eu sorri também.

- Tenho muitas qualidades que desconheces. - brinquei e ela riu-se.

- Humhum quero ver isso um dia destes.

 

Peguei no seu peluche e fomos percorrendo as barracas, vendo o que valia a pena jogar. Ainda pensei ir ao Contador de Força mas decerto que rebentava com a escala, não ia ter muita piada - tirando a cara das outras pessoas...

Fomos ver alguns espectáculos de magia, que me comeram a cabeça toda. Como raio é que eles faziam aquilo? Não fazia ideia mas também se ficasse a saber, perdia a piada. Depois dos vários espectáculos fomos á Casa dos Horrores. Neela estava apreensiva, normalmente assustava-se facilmente no escuro mas eu disse que não havia problema. Normalmente este tipo de coisas era tão mau que saiamos de lá a rir em vez de gritar. Dei-lhe a mão para não nos perdermos umdo outro e entramos. De facto pouco se conseguia ver, apesar de que eu não tinha muitos problemas. Podia sentir Neela a ficar nervosa, á medida que nos embrenhávamos na escuridão. Sorri, tinha saudades de ouvir o seu coração acelerar, apesar de não ser eu a razão de tal facto.

Passamos a primeira porta e saltou uma teia de aranha gigante para a nossa cara. Neela refugiou-se atrás de mim, sendo eu a limpar o caminho, ficando todo coberto com a teia. Ouvia a rir-se.

- Sabes muito. - reclamei.

- Claro.

Sorri e continuei o caminho. Já estava á espera que algum monstro qualquer saltasse para cima de nós mas até agora nada. Estava a estranhar, já sabia que quando menos esperasse é que o bicho ia aparecer. Havia algumas coisas coladas á parede para as pessoas, quando se orientavam com as mãos pousadas nas paredes, se assustassem mas isso já era óbvio tanto para mim como para Neela portanto nenhum de nós se assustou. O caminho estava a chegar ao fim e já conseguia ver a porta. Ambos andámos mais depressa para o ponto de luz e de repente, vindo da parede, saltou uma pessoa decomposta, um zombie e ouviu-se um som vindo do boneco. Eu e Neela demos um salto, apesar de só ela ter gritado com o susto. Saímos da casa a rir como perdidos.

- Oh god, havias de ter visto a tua cara. - disse, a rir-me.

- Olha quem fala, também te assustas-te! - reclamou, enquanto se tentava acalmar.

Eu não conseguia parar de me rir e Neela empurrou-me.

- Parvo. - disse, sorrindo, enquanto continuava a andar. Eu seguia, ficando ao lado dela em pouco tempo.

- Tu gostas. - disse. Fiquei parvo com o que tinha dito. Nós dizíamos este tipo de coisas quando namorávamos e senti-me mal.

- Pois gosto. - respondeu-me, deitando-me a língua de fora. Bem, ao menos não tinha levado a mal!

 

Já estava a anoitecer, o tempo quando nos divertimos passa depressa demais. O parque era de tal modo grande que tinha restaurantes no seu interior para as pessoas almoçarem e jantarem. Fomos até um McDonalds que ali havia e comemos na esplanada enquanto conversávamos. O dia estava a correr bem, sem grandes momentos constrangedores e eu estava bastante contente. Afinal uma amizade entre nós até resultava melhor do que estava á espera mas eu não queria ser só seu amigo e sabia que ela também não.

- Estava a pensar, que tal irmos até á roda gigante? - sugeri.

- Ahm...sim era uma boa ideia... - respondeu, apreensiva.

- Que foi? - perguntei, desconfiado.

- Bem...é que tenho um pouco de medo de rodas gigantes... Tive uma péssima experiência quando era pequena. - explicou.

- És traumatizada?? - perguntei, fingindo estar chocado. Ela sorriu e atirou-me um guardanapo. - Ok ok desculpa.

- Sim sou traumatizada. Nunca mais andei numa desde esse dia.

- Mas hoje estás comigo, é diferente. - disse. - Eu não te deixo cair.

- Prometes?

- Prometo.

 

Sorrimos e acabámos o nosso jantar. Voltei a pegar no peluche gigante e fomos para a roda gigante. Paguei os nossos bilhetes e entramos para a carruagem. Pousei o Snoopy ao meu lado e olhei para Neela. Notava que ela estava nervosa, pois agarrava a barra de segurança com tanta força que os  nós dos dedos estavam brancos.

- Sabes, era melhor não partires essa barra. - comentei, tentando relaxá-la.

- Pois...tens razão. -sorriu e afrouxou o seu aperto, relaxando um pouco no banco.

Tínhamos sido os últimos a entrar, portanto estávamos á espera que a volta começasse. Houve um pequeno solavanco antes de começar a mover-se e Neela agarrou a minha perna com uma mão, enquanto a outra agarrava a barra. Era incrível a força que ela tinha, já sentia a minha perna a ficar sem sangue. Agarrei a sua mão e ela continuou a apertar a minha mão.

- Não olhes para baixo. - disse-lhe.

- Ok...

- Neela, relaxa! Concentra-te na paisagem. - sugeri, enquanto olhava para ela, mas ela continuava tensa. Com a minha mão livre virei a sua cara para mim, com a mão no seu queixo. - Neela, olha para mim. Está tudo bem. - sorri e senti a sua mão a ficar mais relaxada contra a minha.

- Mas tenho medo... - disse baixinho e pude ver medo genuíno no seu olhar.

- Estou aqui. Não tens de ter medo. Confia em mim. - disse.

 

Ficámos a olhar um para o outro e pude ver os seus olhos a desviarem-se dos meus para os meus lábios. Internamente mordi o meu lábio, não a podia beijar, pesar de saber que era isso que ambos queríamos. A minha mão continuava repousada no seu queixo e as nossas mão unidas e pude sentir de novo a corrente que havia entre nós, sempre que nos tocávamos. Talvez fosse mais intenso para mim do que para ela, o que não me facilitava a tarefa de me controlar. De repente acordei do transe do seu olhar e tirei a mão do seu queixo.

- Paisagem, certo? - disse ela, também acordada do nosso momento.

- Certo.

Ela desviou o seu olhar do meu e observou o horizonte. Fiz o mesmo. Podíamos ver as luzes de NY, o mar que separava Long Island de Nova Iorque, bem podíamos ver tudo. Era simplesmente lindo a quantidade de luzes e cor que uma cidade conseguia ter.

A nossa volta acabou e apesar de já não haver perigo, não largamos as mãos um do outro até chegarmos ao carro. Pousei o snoopy no banco de trás e fomos de novo para NY. O caminho todo fomos em silêncio, ouvindo a música do radio. Neela levou-me a casa, estacionando atrás do meu carro e desligando o motor.

- Eu acompanho-te á porta. - disse, quando viu a minha cara de confusão.

Caminhamos até á porta do meu prédio e abri a porta, segurando-a com as costas, virando-me de frente para Neela.

- Diverti-me imenso hoje. Obrigado pelo convite. - disse.

- Eu também diverti-me bastante. - respondeu, sorrindo. - Temos de fazer isto mais vezes.

- Sem dúvida, foi uma surpresa bastante agradável.

- Para a próxima és tu a fazer-me uma surpresa a mim. - brincou e eu sorri.

- Ok.

- Bem, dorme bem. - disse, rindo-se da frase e abraçou-me.

 

Abracei-a também e ficámos assim durante um bocado, não querendo que aquele momento acabasse. Era tão difícil estar junto dela como uma pessoa normal, sem poder fazer ou dizer nada do que me apetecia. Sabia que ela sentia o mesmo, conhecia-a melhor do que ela pensava, todas as suas expressões faciais, os seus gestos corporais, tudo. Senti o seu abraço a ficar mais leve, sendo este o sinal que devia separar-me dela. Assim fiz, para muito desagrado meu... Afastei-me mas a espera estava a deixar-me doido. Olhei para ela e ela para mim e pude ver o fogo atrás do seu olhar. Antes que acabasse de interpretar esse olhar, já os lábios dela se tinham juntado aos meus.

Como já era habitual, deixei de pensar ou de me lembrar onde estava sequer, só havia ela ali, nos meus braços. Como a minha memória era má... Os beijos que recordava não tinham nada a haver com os reais, a sensação era sem igual. Coloquei as minhas mãos no fundo das costas dela e puxei-a de encontro a mim, não queria mais estar afastado dela, nunca mais. Neela colocou as suas mãos na minha nuca, puxando-me para ela também, num esforço de acabar com o pouco espaço que havia entre nós.

Dei um pontapé á porta do prédio, abrindo-a para trás e entrei, levando-a comigo. Subimos as escadas sempre a beijar-nos, enquanto tentava encontrar a chave da porta. Puxei Neela para mim e encostei-a á porta do meu apartamento. Ela beijava-me o pescoço, mordendo-o debaixo das minhas orelhas. Abri a porta e peguei nela ao colo. Ela enrolou as suas pernas em torno da minha cintura, abraçando-me o pescoço com os braços. Beijei-a com um misto enorme de saudade e desejo. Queria-a só para mim, queria estar junto dela para sempre, junto do meu sol, da minha Terra, da minha princesa.

Mordi-lhe o lábio inferior e ela sorriu, mordendo-me o meu a seguir. Fechei a porta com o pé e dirigi-me para o quarto. O meu coração estava tolo, estava mais acelerado que nunca e ouvia o coração dela igualmente rápido. Pousei-a no chão, enquanto entrava no quarto e quando passamos a porta, Neela empurrou-me contra a porta, fechando-a. Arrancou-me o casaco atirando-o para um canto do quarto e puxou-me para ela pelo meu colarinho da t-shirt. Sentou-se na cama, sem deixar de me puxar para ela, e foi-se deitando aos poucos, beijando-me sem parar. Deitei-me por cima do seu corpo, suportando o meu peso nos meus cotovelos e beijei-lhe o pescoço, que sabia já de longa data que era o seu ponto fraco.

Desapertei o seu casaco, atirando-o para junto do meu e ela retirou-me a t-shirt num ápice. Sabia que ela me desejava tanto como eu a desejava a ela, podia ver no seu olhar. Removi a sua camisola e observei o seu corpo perfeito, que eu tanto adorava. Ela sempre dizia que não gostava do facto de não ser dotada de seios grandes, como todas as raparigas ditas bonitas mas eu não me importava. Para mim ela era perfeita, em todos os aspectos. Já a tinha visto de biquíni antes, portanto esta visão não era nenhuma novidade mas lingerie era sempre diferente. Ela sorriu ao ver-me especado a olhar para ela, a adorar cada curva do seu corpo. A sua mão ficou de encontro ao meu rosto e eu beijei-a mais calmamente, mas rapidamente a calma passou a uma urgência sem igual e ela ficou impaciente.

Desfizemo-nos do que restava das nossas roupas e amamo-nos como nunca o tínhamos feito. Amava-a com todas as fibras do meu ser e cada toque entre nós, nem que fosse só as suas mãos agarrando ferozmente as minhas costas ou o suave encontro dos nossos lábios, era um toque de magia, de carinho, de puro e genuíno prazer. Amava-a e sabia que ela me amava a mim. Era tudo que importava, hoje e para sempre. Só ela e eu, mais nada.

 

PS: E aqui fica a ultima parte do capitulo 23.

Então que tal? Gostaram??

Espero que sim :S

Digam-me o que acharam! :P

Bear Hugs*

sinto-me: Inspirada
publicado por Suky ♥ às 11:08
link do post | Light Me | favorito
8 Moonlights:
De Filippa a 24 de Outubro de 2010 às 12:34
Adorei, amei .. Tudo!
O capitulo está perfeito *.*
Beijinhos :DD


De Suky ♥ a 24 de Outubro de 2010 às 12:48
Aww brigado :)
É bom saber que o risco que tomei deu resultado :D
Kisses*


De nyssa a 25 de Outubro de 2010 às 19:24
Ui ui capítulo todo meloso e romântico... sim senhora eheh


De Suky ♥ a 25 de Outubro de 2010 às 20:14
Em breve haverá mais acção :P


De Andrusca ღ a 23 de Novembro de 2010 às 21:19
Oh meu deus!!!!!!!!!!!! +.+
Nem tenho palavras para descrever *_*
Estou completamente parva xD
Amei, completamente, amei *_*


De Joana a 30 de Dezembro de 2010 às 22:35
Comecei a ler a tua história e estou a adorar. Tens imenso jeito. Este capítulo está fantástico.

Ainda bem que eles se reconciliaram. =)


De powergirl19 a 30 de Dezembro de 2010 às 22:46
amei ta mt mt giro o capitulo


De Suky ♥ a 30 de Dezembro de 2010 às 22:47
Ainda bem que gostas :)


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