Espiritos do Luar é baseado nas histórias e lendas das tribos Cherokee, Wappo e Karok. Os nomes são inventados e a história em si é ficcionada.
Sábado, 23 de Outubro de 2010

Midnight Howl - Cap 23 - 2ª Parte

Já se tinha passado uma semana desde que tinha saído com Neela, pela primeira vez em meses. Ansiava constantemente pela sua mensagem ou telefonema a marcar o próximo encontro, mas com a faculdade e com os estudos tornava-se difícil para ela de marcar o que quer que fosse. Apesar de não falarmos muito, de vez em quando lá recebia uma mensagem dela, depois de jantar, a perguntar se estava tudo bem. Ficava contente por ela não se esquecer de mim.

(...)

Acordei com o me maldito despertador, como em qualquer outro dia, para dar inicio a mais um dia de trabalho. O Inverno tinha finalmente atingido Nova Iorque e o frio começava a intensificar-se. Não era o frio que me incomodava mas sim o vento gélido combinado com o ar já frio como o raio. Não estava habituado a ventos gélidos e incomodava-me sentir frio sempre que uma rajada de vento se cruzava comigo, sempre que saía de um edifício. Tinha 42º e sentia frio?? Era ridículo!

Cheguei ao café e como de costume, os clientes habituais lá marcavam presença nas suas mesas e nos bancos do balcão, como todos os dias. Os dias estavam monótonos, nada de excitante acontecia desde aquele vampiro de quem nem cheguei a saber o nome. Em Forks, pelos vistos, acção também não havia. Estava tudo muito calmo...demasiado, se me perguntarem. Não era normal isto estar tão parado. Tinha um pressentimento que em breve algo ia correr mal, mas tentei não pensar nisso. Não me queria preocupar desnecessariamente.

Fiz o meu trabalho como sempre; servir os clientes, meter conversa com eles, ser simpático com todos, blá, bla, blá. Até gostava dos clientes que tínhamos, eram todos bastante divertidos e simpáticos. Á hora de almoço, fiz a minha pausa para comer qualquer coisa, com Hank. Fomos para uma mesa num canto da sala e comemos em silêncio durante uns minutos. Desde que ele sabia o meu segredo que a nossa amizade se tinha aprofundado a um nível diferente, o que era compreensível. Agora não tinha de lhe esconder nada. Normalmente, todos os almoços ele perguntava-me coisas relacionadas com a nossa existência, o que podíamos fazer, qual a sensação de nos transformar-mos e também fazia perguntas sobre os sanguessugas. Eu de bom grado respondia, não queria que ele se sentisse excluído mais uma vez, mas tinha sempre o cuidado de não contar demasiado.

Estava distraído a pensar na minha vida, quando o meu telemóvel começou a vibrar. Sobressaltei-me, não era normal receber mensagens á hora do almoço,a não ser da Cameron mas ultimamente tem andado tão ocupada em estudar para os testes que nem tempo tinha para descansar cinco minutos e falar comigo. Tirei o telemóvel do bolso e vi de quem era a mensagem: Neela. O meu coração disparou como um louco. Bolas tinha de aprender a controlá-lo melhor... Abri a mensagem e li cuidadosamente, ansioso para ler as palavras que esperava há uma semana.

 

"Olá Jacob. Desculpa se te estou a interromper o almoço ou o trabalho. :)

Mas estive a ver aqui a minha agenda e constatei

que estou livre este sábado (deve ser um milagre :O).

Que dizes de termos essa segunda saída que me prometes-te?

Beijo, Neela."

 

Só me faltava saltar, tal era a minha alegria. Finalmente ia sair com ela outra vez, apesar de saber que nada poderia fazer... Continuava sem uma prova de que ela confiava em mim e que eu podia voltar a confiar nela, mas a minha vontade de estar junto dela mais uma vez falava cada vez mais alto. Tinha que ter um autocontrolo enorme para não vacilar junto dela, esta coisa da impressão natural era mais intensa do que tinha imaginado... Mas apesar de eu fazer um esforço descomunal para não a beijar, tinha a certeza que esse esforço era igualmente grande da parte dela.

- Que se passa? Pareces um miúdo que acabou de abrir um presente de Natal. - disse Hank, ao ver a minha cara ficar subitamente animada.

- É a Neela. - disse-lhe, apontando para o telemóvel.

- Que te diz?

- Quer-se encontrar comigo no sábado.

- Então responde-lhe meu. - disse Hank.

 

Escrevi rapidamente a minha resposta e enviei, ansiando pela resposta como um pateta alegre que era naquele momento.

 

"Sábado está óptimo. Onde queres ir?"

 

"Eu vou-te buscar, que tal as 16h?"

 

"Ok, estarei á espera. :)"

 

 

E assim ficou combinado, sábado ela iria-me buscar para irmos, onde quer que fosse que íamos. Será que ela me estava a preparar algum género de surpresa? Não fazia ideia, mas esperava que no sábado ganha-se confiança nela mais uma vez.

- Então? - perguntou Hank.

- Está combinado, sábado ás 16h ela vem-me buscar a casa e vamos depois para um local qualquer. Ela não especificou onde. - respondi.

- Hum se calhar tem alguma surpresa em mente. - disse Hank, com um sorriso expectante.

- Talvez, não sei. Tenho que esperar para ver.

- Por sorte não esperas muito tempo já é quinta, portanto não falta muito. - observou Hank.

Sim não era muito tempo, era só um dia e meio, mas era tempo suficiente para achar que já era demasiado. Acabámos o nosso almoço e voltámos aos nossos postos de trabalho, atendendo os clientes que apareciam ocasionalmente. A diferença de clientela do Inverno para o Verão era gigante, assim como na mudança dos pedidos. Em vez de sumos agora pediam chocolates quentes e sopas.

 

 

**

 

Sábado tinha finalmente chegado e eu acordei bastante cedo com a excitação toda. Mal podia esperar que as 16h chegassem, Neela era bastante pontual e devia estar tão ansiosa como eu. Tomei um duche e pus-me todo cheiroso (não que isso fosse necessário,sabia que ela gostava do meu cheiro "natural") e mais uma vez sentei-me na cama observando o armário. Que haveria de vestir? Nem sequer sabia onde íamos!

Optei por umas calças de ganga com alguns rasgões e uma t-shirt preta com uns desenhos em castanho-amarelado. Era uma das minhas preferidas, pois lembrava-me de La Push. Claro que iria levar um casaco, portanto peguei num de meia estação - era suficiente para não ter frio - em tons de cinzento e esperei que o relógio decidisse avançar.

Como sempre se disse, quanto mais depressa mais devagar mas isto era um exagero. Parecia que se tinham passado 20 minutos e quando olhava para o relógio de modo a confirmar, afinal só se tinham passado 5!! Estava a dar cabo de mim, esperar era bem pior do que ser eu a tratar de a ir buscar. Tentei distrair-me com algum programa interessante na televisão e uma das minhas séries favoritas estava a dar, Top Gear. Iam dar três episódios seguidos, portanto recostei-me no sofá, ficando mais confortável e fiquei a ver. De facto, nem dei pelo tempo passar. Quando a maratona de episódios terminou já eram 15:30.

O meu coração disparou. Estava quase, ela devia estar prestes a chegar. Desliguei a TV e andei de um lado para o outro, parecia uma barata tonta, esperando pelo seu telefonema, avisando-me que já estava á porta. Faltavam dez minutos para as quatro e o meu telefone tocou. Rapidamente o atendi, esperando que fosse Neela do outro lado.

- Estou? - disse.

- Já estou cá fora, podes descer. - disse a voz perfeita da minha princesa do outro lado.

- Ok, já desço.

 

Desliguei e peguei no meu casaco, na carteira e nas chaves e saí porta fora. Desci as escadas num ápice, tal era a emoção e num instante estava lá fora, diante do carro de Neela. Entrei para o lugar do pendura e dei-lhe um beijo na bochecha.

- Olá. - disse-me com um sorriso.

- Olá. - retribui com o mesmo sorriso. -Então onde vamos? Tanto mistério...

- Bem só te digo que vamos até Long Island, não te posso revelar mais nada. - respondeu, com um sorriso maroto.

- Oh que má. Vou acabar por descobrir! - disse-lhe, tentando dar-lhe a volta.

- Mas é surpresa, portanto não te vou dizer.

- Oh está bem. Teimosa...

Ela riu-se e fomos para Long Island. Durante o caminho perguntava-me o que raio íamos fazer a Long Island mas não encontrei resposta. Atravessamos a ponte e passado cinco minutos, Neela estacionou o carro. Olhei em volta mas não vi nada de especial. Saímos do carro e Neela seguiu caminho, comigo dois passos atrás dela. Contornamos uma esquina e vi então onde seria o nosso encontro: o parque de diversões de Long Island, o melhor de toda a cidade de NY.

Neela olhava para mim, ansiosa pela minha reacção e eu estava maravilhado pela surpresa. Sempre tinha querido ir ali um dia e lembrava-me de ter mencionado isso num dos nossos encontros,quando ainda estava na fase de a conquistar e ela tinha-se lembrado. Olhei para ela e sorri.

- Estás a brincar certo? - perguntei.

- Nop. É mesmo aqui que vamos passar o resto do dia. - disse, com um enorme sorriso.

- Pensei que já te tinhas esquecido.

- Impossível. Vamos?

 

Sorrimos e entrámos no parque. Ia ser o melhor dia da minha vida, simplesmente ainda não o sabia.

 

PS: Tcharan, aqui está a segunda parte do capitulo23!

Agora o que será que vai acontecer?

Ansiosos por descobrir?! :D

Bear Hugs*

publicado por Suky ♥ às 11:15
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5 Moonlights:
De Filippa a 23 de Outubro de 2010 às 14:04
Como é que tu paras ai? Queres matar-me de curiosidade é?
Beijinhos *


De Suky ♥ a 23 de Outubro de 2010 às 20:31
Sorry mas tem que se manter o suspense :D


De nyssa a 23 de Outubro de 2010 às 19:12
É que é mesmo isso!! O que é que será que vai acontecer? Fiquei curiosa.


De Suky ♥ a 23 de Outubro de 2010 às 20:31
Amanhã se tudo correr bem saberás :P


De Andrusca ღ a 23 de Novembro de 2010 às 21:11
Acho que ela foi bué fofinha em ter-se lembrado ^^


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