Espiritos do Luar é baseado nas histórias e lendas das tribos Cherokee, Wappo e Karok. Os nomes são inventados e a história em si é ficcionada.
Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

Midnight Howl - Cap 22

Jacob

 

Saí do Central Park, deixando Neela para trás. Podia ouvir as sirenes da polícia e dos bombeiros ao longe, de certo que alguém já tinha dado conta pelo fumo no meio do parque. Quando chegassem lá, nada iriam encontrar a não ser um monte de cinzas. Decidi não ir ao bar, não estava com cabeça para isso, precisava de um tempo sozinho para pensar. Entrei em casa e deixei-me cair em cima do sofá, enquanto olhava para o tecto.

Sentia-me aliviado, se não tivesse decidido sair de casa para dar uma volta, Neela teria sido morta por aquele vampiro nojento. Arrepiei-me só de pensar, a minha princesa não podia morrer... nem queria pensar nessa possibilidade. Eu ainda estava muito magoado com Neela e eu precisava que ela me provasse que podia confiar nela, que não me ia deixar outra vez sempre que dissesse algo que ela sempre deduziu como sendo lendas... Eu sabia que agora ela acreditava em mim e que se sentia mal por me ter magoado. Pude ver no seu olhar, enquanto falava com ela e ela falava comigo. Mas precisava mesmo que ela me mostrasse que não me ia deixar como da última vez...

Suspirei. O meu maior desejo era que ela voltasse para mim, que a pudesse abraçar e sentir o seu cheiro na minha roupa. Liguei a TV, tinha de deixar de pensar naquilo, ainda me ia consumir... Fiz zapping e em 190 canais, nada de jeito estava a dar.

- Bah! Desisto... - murmurei para mim mesmo, enquanto desligava a TV.

 

Também não tinha sono mas a opção mais viável era ir para a cama, portanto assim fiz. Levantei-me e fui para o meu quarto. Decidi tomar um banho antes de me deitar, para relaxar um pouco. Depois vesti o pijama e deitei-me. Fiquei a olhar para o luar que entrava entre as persianas e após algum tempo adormeci.

 

(...)

 

Era quase hora de almoço e já estava atrasado para ir buscar a Cameron. Tinha combinado com ela um almoço mas tinha de a ir lá ter, porque de tarde ela tinha aulas na faculdade. Apressei-me a sair do café e em 10 minutos cheguei á faculdade. Lá estava ela, já á minha espera. Apitei e Cam veio até ao carro e entrou. Antes que os restantes condutores reclamassem comigo por estar parado, arranquei.

- Estás atrasado peludo. - disse Cam, num tom ameaçador.

- Desculpa piolha, distraí-me com as horas. - pedi.

- Humm está bem. Que seja a última vez. - sorriu.

- Claro que sim. - sorri também. - Ora bem, que vamos comer hoje??

- Estava a pensar nuns grandes cachorros.

- Boa ideia.

 

Conduzi até a uma praça onde pudesse estacionar e saímos. Estava frio hoje, o Inverno estava a chegar e até eu me sentia incomodado pelo vento. Em Forks era frio mas não havia tanto vento, nem eu pude recusar um casaco hoje. Fomos até uma caravana de cachorros e pedimos o que queriamos, sentando-nos depois nuns bancos de jardim ali perto.

- Humm maravilha. - disse eu, dando a primeira dentada.

- Mesmo... - suspirou Cam ao meu lado, já com a boca cheia. Ri-me. - Então, que me querias contar Jake?

 

Suspirei e contei-lhe que após ter saído de casa dela, á duas noites, que tinha sentido o cheiro do vampiro que andava a causar todas aquelas mortes mas que o tinha perdido assim que cheguei á rua principal. Depois contei o que se tinha passado na noite anterior, como tinha encontrado o vampiro frente a frente com a Neela e como a tive de defender, obrigando-me a transformar. Contei-lhe então daminha pequena conversa com ela.

- E pronto, foi isso. - acabei.

- Uau... Ela nem entrou em pânico??

- Não. Simplesmente confusa e surpreendida. - respondi.

- Bem é um bom sinal. E disses-te que precisavas duma prova de confiança?

- Sim. Estou á espera agora, só isso.

- Acho que fizes-te bem Jacob. Se a aceitasses logo, apesar de saber que era isso que ambos queriam, precisas de a fazer trabalhar para te merecer. Ela magoou-te demasiado, foi um golpe duro o que ela te fez. - disse-me.

- Pois eu sei... E agradeço o teu apoio, foi muito importante para mim. - confessei e juro que vi os seus olhos a brilhar.

- Oh Jake, não precisas de agradecer, estarei sempre aqui para ti. - sorriu e deu-me um beijo na bochecha direita.

- E eu para ti.

- Isso já não acredito.

- Oh então?? - perguntei indignado.

- Jake, em breve de certo que voltas para Forks... Amas aquilo mais do que amas NY. - disse Cam. Não podia acreditar no que ela dizia!

- Cam, se um dia voltar para Forks, SE... - sublinhei. - Tu terias de vir comigo. Não te ia deixar sozinha com o Hank e o Dean. Ainda os matas. - gracejei e ela sorriu.

- Sim isso era muito provável. Não dizes isso só para ser simpático pois não?

- Claro que não! Ai a sério, ás vezes consegues ser tão lorpa. - ri-me e isso mereceu-me uma chapada no braço. Não me doeu mas eu percebi a intenção e parei de me rir.

- Óptimo.

 

Ficamos ali no banco até serem horas de devolver Cameron ás suas aulas. Resolvi ir até á praia ter com o resto do pessoal. Hoje não estavam ondas portanto estávamos todos reunidos no exterior do contentor que continha as pranchas de surf.

 

(...)

 

Já era quase noite mas decidimos jantar todos juntos em casa do Dean. Ele morava numa moradia perto da praia, com um jardim nas traseiras. Fomos ainda ao supermercado, buscar algumas coisas como salsichas de churrasco, frango, bifes e as bebidas. Colocamos tudo na cozinha e o Dean e o Hank trataram do churrasco da comida enquanto eu e o Liam tratávamos de organizar as mesas com as bebidas e os pratos.

Fizemos grande churrasco, uma noite só de rapazes, a falar de desporto, alguns de politica e claro, de raparigas. Estava a divertir-me imenso e nem sequer me lembrei dos meus restantes problemas. Soube-me bem não pensar em nada a não ser estar com os amigos e contar umas piadas.

Ao final da noite fomos todos embora, eu dei boleia ao Hank até a sua casa pois ele não tinha vindo no seu carro. Deixei-o em casa e fui para a minha. A noite tinha sido de tal modo relaxante para mim que nem tinha dado conta da mensagem que tinha recebido, á já duas horas. Abri a mensagem e li.

 

"Que tal um café amanhã? Estava a pensar por volta das 18h?

Que dizes?

Beijo, Neela."

 

Fiquei especado a olhar para a mensagem sem saber o que lhe responder. Claro que queria estar com ela, queria-a de volta, queria-a comigo. Queria estar de novo com ela, de voltar a falar normalmente com ela, queria isso tudo de volta mas ela tinha-me magoado bastante. Percorri o apartamento, deixando o telemóvel aberto na mensagem em cima da cama, enquanto me arranjava para dormir.

Lavei os dentes, fechei as portas, janelas e persianas, apaguei as luzes e regressei ao quarto. Vesti-me e deitei-me desligando a luz. Agarrei o telemóvel e voltei a ler a mensagem. Estava indeciso: devia recusar para tornar as coisas dificeis ou devia aceitar e ir devagar?? Respirei fundo e digitei a minha resposta.

 

"Sim, está perfeito. Vemo-nos ás 18h."

 

Desliguei o telemóvel e aconcheguei-me na almofada. «Espero não me desiludir...»

 

PS: Olá meus queridos :D

Deixo aqui mais um capitulo de Midnight Howl.

Espero que continuem curiosos

para a continuação deste dilema de Jacob.

Comentem :D

Bear Hug*

publicado por Suky ♥ às 18:56
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1 Moonlight:
De Andrusca ღ a 23 de Novembro de 2010 às 20:57
Bem, tenho que admitir que o Jacob tá-me a meter um bocadinho de pena... ele ainda está a sofrer... mas é menos, e isso é bom :D


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