Espiritos do Luar é baseado nas histórias e lendas das tribos Cherokee, Wappo e Karok. Os nomes são inventados e a história em si é ficcionada.
Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Midnight Howl - Cap 14

Durante as duas semanas seguintes convidei Neela para mais saídas. Fomos a alguns restaurantes que eu desconhecia e que eram os favoritos dela. Ia sempre controlando o meu apetite mas acho que não a enganava mas ela nada dizia a esse respeito. Desde aquele jantar no Trattoria que não nos tinhamos beijado mais. Ambos queriamos ir devagar então, limitavamo-nos a dar mãos e esse tipo de coisas.

Era sexta feira e estava a sair do café, tinha ficado com o turno de tarde e estava mortinho para ir para casa tomar um bom banho. Enquanto me dirigia ao carro, recebi uma chamada da Neela. Atendi todo contente.

- Olá!

- Olá Jake. Tudo bem?

- Tudo óptimo agora. «Ups, não devia ter dito isto.»

- Trengo. - riu-se «ufa...» - Que fazes hoje á noite?

- Ahm nada. Estava a pensar ficar por casa, porquê? - perguntei, ansioso.

- Bem, eu também não tenho nada para fazer. Queres ir ao cinema? - perguntou-me e percebi que também estava ansiosa.

- Claro que sim. A que horas?

- Que tal jantarmos em algum lado e depois irmos? - sugeriu.

- Perfeito. Tenho só de chegar a casa para trocar de roupa. Ahm que tal 19:30?

- Ok. Até já.

 

Desligou. Mais uma saida, que fixe. Ultimamente tinha sido eu a convidá-la mas adorava quando era ela a tomar a iniciativa. Dava-me a certeza que gostava de estar comigo e que não saia comigo só para ser simpática. Este seria o nosso 5º encontro, sim tenho andado a contá-los, porque andava à espera do momento perfeito para a pedir em namoro... Não queria que fosse muito cedo, óbvio, mas começava a recear que estava a esperar demasiado tempo.

Fui para casa e tomei um banho quente e vesti-me. Quase que voei porta fora para ir buscar a minha Neela. Ia ser hoje, não queria saber. Se ela me rejeitasse, ia rejeitar tanto hoje como amanhã, certo?? Como não apanhei trânsito (milagre!!) cheguei cerca de 10 minutos mais cedo portanto estacionei o carro e esperei. Estava completamente distraído a ouvir musica que assustei-me quando Neela bateu no vidro do carro.

- Cruz credo, assustaste-me! - disse, com uma mão no peito.

- Desculpa. - riu-se enquanto entrava no carro. - Vamos?

- Claro.

 

Neela

 

Chegamos ao centro comercial em 5 minutos, hoje estava pouco trânsito, o que não era muito normal. Jacob estava com umas calças de ganga, as suas botas castanhas e uma tshirt preta, que eu adorava. Realçava-lhe o corpo e o tom de pele parecia ficar mais brilhante. Adorava o seu tom de pele, era moreno, um castanho avermelhado, uma caracteristica habitual em descendentes de nativo-americanos mas nã deixava de me fascinar.

De vez em quando apanhava-o a olhar para mim e eu sorria. Já tinha dado para reparar que ele estava bastante interessado em mim, era impossivel para ele disfarçar, mesmo com todos os esforços que fazia, ao tentar não sorrir tanto quando me via ou quando me atendia o telemovel mas eu reparava nesses pormenores todos.

Fomos buscar as nossas comidas e decidimos ir á Pizza Hut, mas comendo dentro do restaurante, por três razões: tinhamos tempo, havia lugares lá dentro e duas fatias não dava para alimentar nem um dedo do pé. Pedimos uma pizza familiar e as bebidas e durante o jantar falámos de tudo e mais alguma coisa. Jacob contava-me das suas aventuras em La Push, a sua terra, e eu ficava cada vez mais curiosa. Adorava ir lá um dia. Podia ser que fosse com ele, neste momento eramos uma espécie de melhores amigos mas um pouco mais do que isso. Não sei bem explicar. E as nossas conversas eram sempre tão facéis, tão naturais. Só sabia que adorava estar com ele e morria de saudades quando não estava junto dele.

Depois do jantar fomos ver o nosso filme e durante toda a sessão, Jacob parecia bastante nervoso. Parecia ansioso ou algo do genero. Hum...estranho. Mas eu não gostava de ser cusca portanto limitei-me a enconstar-me a ele durante o filme. No final saímos do centro comercial e como em todos os nossos encontros demos uma volta antes de irmos para casa. Desta vez fomos até á praia. Estávamos a um mês do Outono e as noites começavam a ficar mais frescas, principalmente perto do mar.

Fomos até á beira da água e eu descalcei as minhas All-Star para poder molhar os pés. Jacob imitou-me e também se descalçou. Ambos seguramos o nosso calçado numa mão e fomos andando pela beira da água. Passado uns minutos de silêncio Jacob agarrou-me a mão. Ele era tão quente mas não me importava, para ser franca até gostava que ele fosse assim. Era como o sol, quentinho mas durante o ano todo.

- Está tudo bem Jacob? Pareces um pouco distraído hoje... - perguntei-lhe. Se calhar tinha feito alguma coisa de errado.

- Desculpa, estou de facto um pouco distraído. - disse ele.

- Foi alguma coisa que eu fiz ou que disse? - perguntei-lhe, apreensiva.

- Não, não. Não fizeste nada de mal Neela.

- Então que se passa?

 

Parei e virei-me de frente para ele. Aquele mistério todo estava a matar-me, precisava de saber o que se passava, senão dava em maluca! Jacob olhou-me nos olhos passado uns momentos e a intensidade do seu olhar tirou-me a respiração.

- Neela... - começou. - este é o nosso 5º encontro oficial certo?

- Sim. - tenho andado a contá-los.

- E tu gostas de mim certo?

- Sim. - respondi. O meu coração disparou. Onde é que ele queria ir com isto tudo?

- Ok... Ahm...

- Jake, desembucha, estás a deixar-me nervosa! - disse-lhe, sem desviar o meu olhar do dele.

- Queres namorar comigo?

 

O meu coração falhou uma batida, para voltar a disparar que nem um louco. Será que tinha ouvido bem? Ele acabou de me pedir em namoro? Não podia ser, um rapaz tão querido, simpático divertido e atraente como ele não podia estar assim tão interessado em mim. Sou vulgar, não sou nada de especial! Mal podia acreditar e não conseguia responder-lhe. O rosto dele começou a entristecer com a demora da minha resposta e largou-me a mão. «Bolas, diz-lhe alguma coisa sua idiota!!»

- Desculpa, devia ter percebido que somos só amigos... - disse ele, num tom de voz fraco e olhou para o chão, dando um passo para trás.

- Jake... - consegui dizer, aproximando-me dele novamente. - Olha para mim. - olhou. - Sim.

- Sim? - repetiu ele, para ter a certeza que era essa a resposta certa.

- Sim. - sorri. - Quero namorar contigo.

 

O rosto dele iluminou-se mais do que uma árvore de Natal e agarrou-me pela cintura num abraço e andou comigo a roda. Não pude deixar de me rir, estava tão contente. Estava mesmo feliz, ele fazia-me feliz. Sempre que estava com ele, não conseguia parar de sorrir ou de me rir, não era assim com mais ninguém.

 

**

 

Jacob

 

Eu e Neela já namorávamos a cerca de dois meses e não podia estar melhor. Estava tão, mas tão contente! Parecia um pateta alegre o tempo todo. E ela também parecia mais feliz que nunca. Estava a viver a melhor altura da minha vida mas dentro de dois dias ia melhorar ainda mais. Como tinha prometido a mim mesmo e ao meu pai, quando o Outono chega-se ia a La Push visitá-lo e assim ia ser. Mas com um bónus: Neela vinha comigo.

Ela tinha ficado bastante curiosa em relação a La Push, de todas as coisas que lhe contei e como agora era minha namorada, porque não levá-la comigo? Até porque não aguentava muito tempo sem ela ao meu lado. Ela estava ansiosa por ir comigo a La Push mas receosa por conhecer os meus amigos e o meu pai. Namorávamos á pouco tempo mas óbvio que ela não sabia que tinha sido marcada. Iria amá-la para sempre, mesmo que ela não me amasse de volta da mesma maneira. Mas neste momento amava, portanto não ia perder a oportunidade de lhe concretizar o sonho de visitar La Push.

(...)

Era o grande dia, o dia da viagem para La Push e iamos ficar lá cerca de uma semana. Neela estava ansiosa e nervosa e eu estava simplesmente radiante por ir para casa com a minha princesa.

Estávamos já no aeroporto de Seattle, esperando pelo voo para Port Angeles.

- Tens a certeza que não tem mal eu vir?? - perguntou Neela, pela milésima vez.

- Neela, já disse que está tudo bem. Claro que não tem mal. Relaxa, dentro de duas horas estamos lá.

- Mas e se o teu pai não gostar de mim? Ou os teus amigos??

- Claro que vai gostar de ti.

- Como podes ter tanta certeza?

- Bem, porque és simpática, querida, bem humorada e porque EU gosto de ti, portanto não há discussão possivel. Para além disso, ele está ansioso por companhia. Não te preocupes. - Acalmei-a, terminando a frase com um beijo no topo da cabeça dela.

 

Ela pareceu acalmar e chamaram-nos para o voo de Port Angeles e lá fomos nós. Durante a viagem, Neela adormeceu encostada a mim. Tinha-a avisado para levar roupas quentes, visto que aqui está mais frio que em NY. Sam esperava por nós no aeroporto de Port Angeles, para nós não termos de ir de táxi para La Push.

Acordei Neela quando o avião aterrou e saímos. Estava de novo em casa.


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publicado por Suky ♥ às 17:01
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1 Moonlight:
De Andrusca ღ a 10 de Novembro de 2010 às 21:05
Ohhh! Que fofura, digo-te! Mais querido é impossível! +.+


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