Espiritos do Luar é baseado nas histórias e lendas das tribos Cherokee, Wappo e Karok. Os nomes são inventados e a história em si é ficcionada.
Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

Midnight Howl - Cap 11

Tinha passado uma semana e todos os dias falava com a Neela. Como eu tinha de trabalhar e ela tinha faculdade normalmente falávamos só de noite ou ao final de tarde, por mensagens e por vezes ligavamos um ao outro.

Falávamos de coisas normais, simplesmente a conhecer-nos melhor e acabámos por nos tornar grandes amigos. Estava a adorar, afinal marcar uma pessoa não era tão mau como pensava. Ela era bastante divertida, estava sempre a rir-se ou então pura e simplesmente a sorrir. Contou-me coisas da vida dela que nunca pensei que me contasse, dos problemas que tinha em miuda e os stresses com os pais, etc. Nunca imaginei que ela me contasse isso ao fim de alguns dias. Fiquei contente por ter ganho a confiança dela. Eu é que não lhe podia contar o maior segredo que tinha.

Era sexta feira e por volta das nove da noite, liguei a Neela. Ela antendeu quase imediantamente.

- Bem isso é que foi atender rápido. - disse, rindo-me.

- Ya. - riu-se também. - Então que novidades tens para mim?

- Cortei-me hoje no café. Mas isso não é propriamente uma novidade.

- Cortaste-te?? Mas estás bem? - perguntou-me. Como era óbvio estava óptimo, já tinha sarado há algumas horas.

- Sim estou bem. Não foi nada de especial. Ficas logo aflita.

- Claro que fico, dizes-me que te cortas e queres que me ria??

- Não mas também não é preciso ficar assim. Desculpa lá.

- Na boa trengo. - e riu-se.

 

Esteve a contar-me as coisas dela da faculdade e eu ouvi com todo o gosto. Tudo o que ela diz prende a minha atenção, simplesmente não me aborreço como provavelmente muitos rapazes ficariam. Enquanto ela falava, eu estava a ganhar coragem para a convidar para jantar. Nunca tinha tido um encontro com ninguém. Era uma autêntica estreia para mim. Já estive com ela em cafés e assim mas isso é casual. Eu qeuria convidá-la para um encontro a serio, num resturante e essas coisas todas. Tinha já tudo planeado mas não sabia como lhe pedir.

Devia simplesmente perguntar ou fazer um floreado à volta disso?? Não fazia ideia. Tinha perguntado ao Dean e tinha ficado na mesma. A Cameron disse para ser directo mas tinha receio de a afastar.

- E prontos foi este o meu dia. - acabou Neela.

- Neela posso fazer-te uma pergunta? - disse.

- Claro, o que quiseres.

- Queres jantar comigo amanhã? «Pronto já está...»

 

Houve uma pausa onde o silêncio se instalou. Eu estava calado à espera e ela estava calada a pensar no que dizer. «Bolas, assustei-a de certeza. Idiota! Devias ter esperado mais tempo...»

- Sim, quero. - respondeu ela e pela voz dela, estava a sorrir.

- A sério? Por momentos achei que ias dizer que não. - respondi, aliviado.

- Apanhaste-me de surpresa, não fazia ideia que era isso que me querias perguntar. Mas sim, janto contigo de muito bom grado.

- Óptimo. - disse, sorrindo como uma criança numa loja de doces.

- A que horas?

- Ahm... - mais um dilema, ia buscá-la a casa ou encontrávamo-nos no restaurante?! - Que tal às oito e meia no Trattoria?

- Perfeito. Lá estarei.

 

Respirei de alivio, tinha seguido os conselhos de Cam e mais uma vez ela tinha acertado. Neela parecia contente por a ter convidado para sair e eu estava extasiado por ela ter aceitado. Esta coisa de namoros dava mais trabalho e dores de cabeça do que pensei, possa.

Ela teve de desligar, tinha de estudar a matéria de hoje e despedimo-nos. Pousei o telemóvel na mesa de café a minha frente e fiquei a ver TV. Mais tarde liguei ao meu pai para lhe dar as novidades e ele não começar a preocupar-se. Quando o Verão chega-se ao fim, iria a La Push visitá-lo. Sentia-me mal por o deixar sozinho tanto tempo, apesar de ele dizer que estava bem, para não me preocupar. Mas prometi a mim mesmo que não iria ser como as minhas irmãs, que visitam uma vez de dois em dois anos.

 

*

 

No dia seguinte, estava mais uma vez em frente ao meu armário, de toalha enrolada à cintura, a pensar no que levar vestido. Óbvio que não ia de tshirt. Mas que camisa levava?? Em La Push não tinha destes dilemas, fogo. Acabei por optar pela minha camisa preta. Vesti umas calças de ganga escura e as minhas botas. Vesti a camisa mas rapidamente fiquei a assar, então deixei uns botões abertos e arregacei as mangas até ao cotovelo. Olhei ao espelho e parecia-me bem. Sequei o cabelo com a toalha e assim ficou, como sempre, espetado em todas as direcções.

Já eram oito, portanto peguei na minha carteira, nas chaves de casa e do carro e saí de casa.Apanhei um bocadinho de trânsito mas cheguei ainda com 10 minutos para a hora marcada. Entrei e fui para uma mesa num canto, para nos dar mais privacidade. Estava a ficar nervoso, olhando constantemente para a porta, esperando que ela aparecesse.

As entradas vieram e eu pedi uma bebida para mim, assim acalmava os nervos um bocado. Os minutos passaram e as oito e meia também. Ia mordiscando as entradas enquanto esperava e desanimava à medida que as nove se aproximavam. Paul tinha-me dito que as mulheres se atrasavam mas nunca pensei que fosse tanto tempo...

As outras pessoas iam entrando e sempre que a porta abria eu olhava mas nunca era a pessoa que queria. Quando tocaram as 10h desisti. Era óbvio que ela não vinha. Paguei a bebida e as entradas e saí. Nunca pensei levar uma tampa, logo no primeiro encontro de sempre. Estava triste e chateado. Podia ter avisado que não podia ir!! Era escusado ter ficado hora e meia à espera.

Entrei no carro e conduzi pela cidade durante algum tempo, precisava de arejar. Acabei por ir para casa ao fim de uma hora. Tirei a camisa e as botas e fui para o sofá. Liguei à Cam, precisava de desabafar.

- Peludo!! - atendeu ela, toda contente.

- Olá piolha. - disse eu com voz de poucos amigos.

- Ui que se passa?

- A Neela não apareceu. - contei.

-O quê??? Ela não foi?

- Não. Nem mandou mensagem a dizer nada. Fiquei até às dez no restaurante e nada.

- Fogo. Estás bem?

- Não... Mas sobrevivo.

- Tenho muita pena Jake. É que para ti é ligeiramente pior do que para nós, meros humanos.

- Pois...

- Queres que vá aí? - perguntou-me.

- Não, deixa-te estar em casa. Mas obrigado.

- Oh já sabes que estou aqui para ti peludo.

- E eu para ti piolha.

 

Cameron falu comigo mais um bocado até ter a certeza que era seguro deixar-me com os meus pensamentos. Depois de ela desligar, arrastei-me para a cama e deixei-me cair em cima dela. O dia não tinha corrido como tinha imaginado, e não queria enfrentar os meus sonhos, que reflectiam sempre o que sentia... Já tinha sofrido o suficiente.

publicado por Suky ♥ às 10:44
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3 Moonlights:
De Andrusca ღ a 2 de Novembro de 2010 às 19:00
Tadinho do Jacob! Mas só pode ter acontecido alguma coisa, certo? A Neela não se ia baldar assim... certo????


De tammy_love a 4 de Novembro de 2010 às 01:48
Oi eu sou a sua nova leitora.....
Estou amando a sua fanfic....
Estou com pena do Jake...
Eu também tenho uma fanfic, alias duas....
Passa lá depois.....beijinhos


De Suky ♥ a 4 de Novembro de 2010 às 12:27
Assim farei, mal tenha tempo passo lá :) E obrigado, é bom saber que estás a gostar :D
Beijo*


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