Espiritos do Luar é baseado nas histórias e lendas das tribos Cherokee, Wappo e Karok. Os nomes são inventados e a história em si é ficcionada.
Domingo, 26 de Setembro de 2010

Midnight Howl - Cap 10

Acordei com o meu vizinho de cima a mover os moveis. Possa que raio de hora para mudar a mobilia!! Liguei o meu telemovel e olhei para as horas. Faltavam 10 minutos para a hora de eu acordar. Ia mandar uma praga ao homem de cima...10 preciosos minutos que perdi, podendo estar a dormir. Uf...

Deixei-me ficar na cama, a passar pelas brasas, esperando que o despertador tocasse. Mal senti o telemovel a vibrar desliguei o despertador e suspirei. Não tinha muita vontade de me levantar mas hoje era sábado, o dia mais atarefado no café. Lá tinha de ser! Levantei-me e fui tomar um duche para acordar, mas hoje estava mesmo com sono, portanto nem um banho resultou. Lá teria de suportar a minha sonolência. Vesti as minhas sapatilhas da Nike brancas, umas calças de ganga claras e uma caviada preta. O tempo começando a aquecer, custava-me andar de calças mas não dava lá muito boa imagem ao café se andasse de calções...

Peguei na minha mochila, colocando lá os meus calções de praia e saí. Apanhei um bocado de trânsito, o que me fez ficar um bocado aborrecido. Hoje não estava nos meus dias, estava aborrecido e de mau humor. Ás vezes há dias assim...

Cheguei ao café e fui pôr a minha placa de identificação e comecei a trabalhar. Mr. Lang reparou que estava chateado quando lhe servia o pequeno almoço do costume.

- Que tens hoje rapaz? - perguntou-me.

- Não estou nos meus dias. - disse-lhe. Era fácil falar com Mr. Lang, era um homem bastante culto.

- Não podes deixar que isso te estrague o dia. Tens de pensar em algo positivo.

- É mais fácil dizer do que fazer. - contestei. Bolas tava mesmo mal hoje.

- Verdade. Mas se a vida fosse sempre perfeita, seria bastante aborrecida não achas? - disse-me.

 

De facto nesse aspecto tinha razão. Se a vida fosse sempre perfeita, sem problemas,sem sarilhos, não tinha piada nenhuma. Frank também reparou que não estava muito bem e disse-me que de tarde podia ir para casa arejar a cabeça, que ele próprio me substituiria. Foi simpático da parte dele e eu agradeci. Talvez toda esta melancolia fossem só saudades de casa. Tinha saudades da matilha, do meu pai, da paz de La Push. Bem basicamente de tudo. Mal pudesse ia passar uns dias a La Push.

De tarde, Frank deu-me a tarde de folga e eu aproveitei e fui à praia. Troquei as minhas calças pelos calções de banho e fui à água. Sabia bem descer a temperatura do corpo. Já estava quente o suficiente, e com o sol a aquecer-me mais não ajudava muito.

Senti-me melhor; o mar tinha sempre uma maneira esquisita de me acalmar. Dean e mais alguns dos surfistas chamaram-me e eu saí da água para ir buscar a minha prancha. Dean tinha umas três pranchas de surf e emprestava-me uma quando queria surfar. Estavam todos de fato vestido. Eu era o único que não usava, porque como era óbvio, não tinha frio. Eles achavam aquilo hilariante e eu ria-me com eles, quando faziam piadas disso. Fomos para a água e esperamos por um set. Enquanto esperávamos, falámos, todos sempre na palhaçada.

O set acabou por vir e todos começamos a remar para apanhar as melhores ondas. Brian foi o primeiro mas ao levantar-se não colocou o pé de trás bem e caiu. Todos nos rimos, mas ele ficou furioso por ter perdido uma onda tão boa. Veio outra, e eu decidi arriscar. Remei esparando que ela me apanhasse e levantei-me. A onda era a maior que já tinha apanhado, talvez de dois metros. Assim que me equilibrei virei para a direita e deixei a onda levar-me. Era a melhor sensação do mundo, uma sensação de total liberdade, era excelente.

Após alguns sets saí da água com o Dean. A Cameron estava à nossa espera na toalha, portanto não a iamos deixar sozinha muito tempo. Eu e o Dean vinhamos a rir-nos. Eu segurei a prancha dele enquanto ele desapertava o fato para não morrer de calor. Ouvi algumas raparigas a rirem-se e olhei. Era Neela e o seu grupo de amigas. Elas estavam a olhar para nós e a comentarem qualquer coisa entre elas, que não consegui ouvir.

Devolvi a prancha ao Dean e ele mandou um beijo ás raparigas, o que fez algumas corar, provavelmente algumas gostavam particularmente dele e óbvio que ele não se importava de ter miudas atrás dele. Era um mulherengo. Olhei para Neela e ela sorriu-me e eu retribuí. Ela estava com o cabelo preso num rabo-de-cavalo e um bikini preto. Afinal talvez o dia não estivesse assim a correr tão mal...

Viramos para as nossas toalhas onde estava Cameron no seu bikini em tons de vermelho e preto, que constratava com o seu cabelo laranja.

- Hey piolha.

- Olá peludo.

- Mas algum dia vocês vão-me explicar porque o Jake se chama peludo? - perguntou Dean, indignado por não entender a alcunha.

- Sorry, mas é um segredo nosso. - disse Cam. Ela e o Dean andavam sempre ás turras. Juro que um dia destes, ainda dá em namoro.

- Pois, já percebi que sim. - respondeu Dean chateado e eu ri-me.

- Vá já chega de discussões. - e sentei-me ao lado de Cam e ela deu-me um beijo na bochecha.

- Então já vi que está ali a tua adorada. - disse Cam, referindo-se à Neela.

- Sim, também já vi.

- Correu bem a festa?

- Sim, foi muito fixe.

- Fixe? Foi tipo o top dos tops!! - interveio Dean, o que lhe ganhou um olhar fulminante de Cam.

 

Eu ri-me e disse que depois lhe contava tudo e ela lançou-se numa lição de etiqueta a Dean. Eu achava uma piada aqueles dois andarem sempre a meter-se um com o outro. Era definitivamente engraçado. Visto que a discussão ia demorar, aproveitei e dei uma olhadela para o grupo de Neela. Eram todas muito bonitas e pareciam ser muito simpáticas, mas havia qualquer coisa na Neela de especial. Bem óbvio que a tinha marcado, o que fazia dela especial para mim mas não me refiro a isso. Havia mistério no seu olhar e isso deixava-me doido. Queria saber tudo sobre ela. Enquanto pensava nisto recebi uma mensagem e fui ver o telemovel. Não conhecia o numero mas li na mesma.

 

"Vai um café amanhã? Que tal ás cinco? Beijo, Neela."

 

Sorri. Não estava á espera que a mensagem fosse dela,mas fiquei contente por ela a ter mandado. Guardei o numero dela e respondi que sim. Ela mandou uma de volta a dizer qual o café e a conversa ficou por aí. O meu dia estava mesmo a melhorar.

 

*

 

No dia seguinte estava a arranjar-me para ir ter com a Neela ao Earth Caffé, onde já tinha estado há uns meses atrás. Estava especado a olhar para o meu armário com as calças já vestidas. Não me conseguia decidir no que levar como parte de cima. Tinha muitas tshirst e camisas mas estava indeciso. Se fosse de camisa podia ser demasiado formal e se fosse de tshirt demasiado casual. Estava a dar comigo em doido. Acabei por me decidir: uma tshirt cinzenta com decote em V e alguns botões. Calcei as sapatilhas e lá fui eu.

Cheguei ao café e ela já estava sentada numa mesa à minha espera. «Nunca se faz uma rapariga esperar. Bolas!!»

Sentei-me e ela sorriu.

- Hey stranger. - disse ela.

- Hey, espero que não te tenha feito esperar muito... - lamentei-me.

- Já comi e tudo. - o sangue da minha cara desapareceu. Ela já estava assim há tanto tempo ali?? - Estou a brincar Jacob.

- Ah! Por momentos preocupaste-me. - ri-me. «Ela ainda me dá um ataque cardiaco com estas brincadeiras...»

- Desculpa.

 

Pedimos dois cafés e uma torrada para partilhar e falamos. Ela estava com um vestido de verão, verde azulado, que contrastava com a sua tez morena. Trazia o cabelo preso de um lado com um gancho e umas sandálias rasas. Tal como tinha sucedido na festa da fogueira, não tirámos os olhos um do outro. Ela parecia tão maravilhada como eu!

Depois do café demos uma volta até ao Central Park. Pelos vistos era um dos seus sitios preferidos. Começava a ficar cada vez mais tarde, o tempo passou a voar, nem tinha dado conta que já eram quase 7h. Levei-a até ao metro para ela ir para casa.

- Diverti-me hoje. - disse-me virando-se para mim.

- Eu também. - confessei. - O tempo é que passou a correr. Espero não ser muito tarde para ti.

- Não, não. Chego a tempo a casa, não te preocupes.

- Óptimo.

 

Sorrimos. O metro dela estava a chegar e ela olhou para ele. Por momentos pareceu que o seu rosto tinha ficado triste mas quando olhou para mim, estava apenas desiludido.

- Bem, está na hora.

 

Esticou-se para me dar um beijo na bochecha e eu baixei-me um bocadinho para lhe dar mais jeito. Ela apoiou a sua mão no meu peito e eu na cintura dela e ela deu-me um beijo leve na cara, e um pouco mais demorado do que esperado. Ao afastar-se do meu rosto sorriu e olhou-me nos olhos.

- Vemo-nos por aí Jacob Black.

- Vemo-nos por aí Neela Williams.

 

Ela riu-se e correu para o metro antes que o perdesse. Vi-a a ir, até perder o metro de vista e voltei para casa. Estava nas nuvens, tinha sido a melhor tarde de sempre! E podia jurar que ela estava a cair por mim também.

publicado por Suky ♥ às 15:10
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1 Moonlight:
De Andrusca ღ a 2 de Novembro de 2010 às 18:55
U.U
A Neela é bué fofinha xD


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