Espiritos do Luar é baseado nas histórias e lendas das tribos Cherokee, Wappo e Karok. Os nomes são inventados e a história em si é ficcionada.
Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

Midnight Howl - Cap 7

Parecia que o resto do mundo tinha parado de girar normalmente e que tinha passado a girar à volta dela. Não, não era o mundo que tinha parado de girar, o "meu" mundo é que tinha passado a andar à volta dela. Já nada fazia sentido sem aquela rapariga na minha vida.

Quando acordei do meu transe, a rapariga já tinha desaparecido com o seu grupo. Eu andei pelo meio da multidão à procura dela, desesperado, para saber onde tinha ido, quem era ela para ter mudado o meu mundo tão de repente. Procurei e procurei mas não a encontrei. Tinha acabado de ter a impressão natural e perdi-a. Não podia acreditar na minha própria estupidez! Tinha ficado tão embasbacado por ela que não lhe perguntei ao menos o nome. Idiota!!

Fiquei completamente furioso comigo mesmo, podia nunca mais a ver. E ter uma impressão por alguém que nunca se vê não deve ser a melhor sensação do mundo. Regressei a casa desiludido, após quase duas horas de busca, e regressei de mãos vazias. Sentia-me horrivel e bem ao mesmo tempo. Sentia-me nas nuvens porque tinha marcado alguém, todo o meu corpo viva agora para aquela pessoa, mas sentia-me horrivel por a ter perdido assim no meio da multidão. Que coisa mais estúpida.

Adormeci sentindo-me a pessoa mais idiota no mundo por ter deixado aquela beldade escapar assim. Teria de a encontrar, só não sabia quando, ou como...

 

 

*6 MESES DEPOIS*

 

Já se tinham passado seis meses desde que estava em NY e estava pura e simplesmente a adorar. O verão estava quase a chegar, portanto era escusado andar de casaco ou de camisolas, para muito agrado meu. Já tinha feito um pequeno circulo de amigos, o que era óptimo. Tinha o Hank do café, que se tinha tornado um amigo excelente. Normalmente saíamos juntos com o seu grupo de amigos, onde também já me tinha integrado. Havia depois a Cameron, uma rapariga que conheci num bar a uns meses atrás. Era a minha melhor amiga ali em NY, pelo simples facto que podia falar de tudo com ela. Ela curiosamente também era de Forks, e sabia tudo sobre as coisas que se passavam lá, portanto podia contar-lhe coisas que não podia contar a mais ninguém, o que era um grande alivio para mim. Ela estava em NY há já 5 anos, o que explicava o facto de nunca a ter visto por lá. Só era lobo há 4 anos e antes disso não ia muitas vezes a Forks, a não ser para visitar o Charlie. E finalmente tinha o Dean, um surfista que era cliente habitual no café. Ele tinha-me ensinado a surfar «Tens um talento natural!» - dizia ele todo contente, mas eu sempre achei que dizia isso só para não me sentir mal.

Mas apesar destas amizades todas me fazerem sentir bastante bem, ainda havia algo que faltava na minha vida: a rapariga que dei um encontrão na rua. Tinham-se passado 6 meses e nunca mais a tinha visto. Estava completamente desesperado e a única coisa que me mantia minimamente são eram os meus amigos. Mas á noite, quando estava sozinho em casa, deitado na minha cama,ou a ver televisão, o desespero voltava a tomar conta de mim. Sentia-me completamente impotente, já andava a procura dela havia 6 meses e nada! Nem um pequeno vislumbre do cabelo dela, enquanto dobrava um esquina, nadinha de nada.

Adormecia sempre inquieto, e os meus sonhos tinham deixado de ser perfeitos; passaram a ser com ela, revivendo aquele dia vezes e vezes sem conta, fazendo com que acordasse pior do que quando adormeci.

 

Estavamos em Maio, e eu trabalhava no café de manhã e algumas tardes, só quando era mesmo necessário. Este era um desses dias. O café estava cheio de gente hoje, uma autêntica correria. Já ninguém se incomodava pelo meu calor, já era digno de piadas por parte de Hank e Frank e mesmo de alguns clientes mais habituais. Já lhes era normal eu estar sempre a ferver.

Hoje estava a servir ao balcão e estava a atender Mr. Lang quando alguém entrou a correr pelo café. Tinha começado a chover a potes, apesar de o tempo lá fora estar extremamente abafado. Deduzi que fosse alguém a fugir à chuva portanto não olhei para ver quem era. Servi o café do Mr. Lang e ia lavar a máquina quando alguém me chamou para o servir. No entanto a voz não me pareceu normal. Parecia que tilintava com sinos. Olhei para a outra ponta do balcão e o meu coração falhou uma batida.

Era ela. A minha razão de viver, a minha musa, a minha deusa, chamem-lhe o que quiserem, estava ali, encharcada da cabeça aos pés e a sorrir-me enquanto me chamava. Dirigi-me a ela sem hesitar e sorri-lhe também.

- Boa tarde. Podia dar-me uma mista e um Ice Tea por favor? - pediu-me. Ela era mais bonita do que me lembrava.

- Claro. - e fui à cozinha dar o recado. Depois fui ao frigorifico tirar um Ice Tea.

 

Tinha de meter conversa com ela, mas como? A minha cabeça estava a trabalhar a mil e lembrei-me de imensas coisas, cada uma mais óbvia que outra. Então lembrei-me de algo bastante simples e saí da cozinha. Peguei num copo e servi o Ice Tea.

- Aqui está. A mista daqui por cinco minutos está pronta. - informei-a.

- Obrigado. - disse-me, enquanto bebia um pouco do Ice Tea.

 

Peguei no pano que tinha ao ombro e dei-lho para ela secar a cara pelo menos. Até de cabelo molhado ela era linda! Ela olhou para o pano, e depois para mim. Eu sorri e ela pegou no pano e secou a cara e as mãos, devolvendo-me o pano a seguir.

- Obrigado. - agradeceu-me.

- De nada. Jacob. - disse-lhe, ansioso por saber o nome dela.

- Neela.

- Prazer em conhecer-te Neela. - o que era a verdade mais verdadeira de sempre!!

- Igualmente Jacob. - e riu-se. God aquele riso...

 

Tive que ir buscar a mista à cozinha, mas voltei num ápice. Não queria perder um único segundo. Dei-lhe a mista e afastei-me para atender outros clientes mas nunca tirava os olhos dela pr muito tempo. Enquanto ela comia, observei-a. A minha memória não fazia justiça ao que realmente ela era. Tinha cabelo castanho chocolate, longo, até meio das costas, e era liso mas com uma ligeira ondulação no final do cabelo. Tinha uma tez morena e olhos castanhos também. Os lábios eram cheios mas não muito vermelhos. Era alta, talvez 1,70 de altura, e tinha um corpo bastante feminino mas ainda assim notava-se que fazia algum tipo de desporto.

Quando terminou o seu lanche, dirigi-me a ela para levantar o copo e o prato.

- Então estava bom? - perguntei.

- Estava óptimo. Quanto é?

- Dois dólares. - disse-lhe. Já sabia os preços de cor e salteado.

- Aqui tem.

- Obrigado.

 

Sorriu-me e começou a preparar-se para ir embora quando me lembrei que não lhe tinha pedido o numero ou convidado para sair! Não a podia perder outra vez!

- Ei Neela? - chamei. Espero não fazer figura de idiota...

- Sim? - respondeu, virando-se para trás.

- Ahm eu sei que isto vai soar bastante mal mas, gostavas de sair comigo um dia destes? «Nem acredito que tive coragem de a convidar para sair comigo. Nunca tinha acontecido...»

- Ahm...normalmente não saio com rapazes que acabei de conhecer. - «Bolas!» - Mas acho que és um rapaz em quem se pode confiar. Fazemos assim, dás-me o teu número e eu depois ligo-te.

- Ok! - disse todo contente, dando-lhe o meu número de telemovel.

 

Ela depois saiu do bar e eu estava nas nuvens. Ela tinha de facto pedido o meu número, nem podia acreditar! Finalmente sabia o nome dela e que mais cedo ou mais tarde ia sair com ela. Nada poderia estragar o meu dia agora, nem mesmo Hank, que arranjava sempre uma maneira de me fazer sentir mal.

Á noite saí com a Cameron e contei-lhe tudo. Ela estava entusiasmada e sendo ela uma mulher, disse que se precisasse que me dava alguns conselhos para quando saí-se com ela. Aceitei, pois seria o meu primeiro encontro, desde sempre.

Quando cheguei a casa, tomei um banho e vesti o meus boxers. Estiquei-me na cama e adormeci "olhando" para o rosto da minha razão de viver. A minha estadia em Nova Iorque não podia ser melhor do que isto. Sabia que na manhã seguinte, todo o desespero que tinha sentido durante estes meses, teria desparecido e senti-me bem. O meu último pensamento nessa noite foi o seu nome. «Neela»- tão perfeito como ela.

publicado por Suky ♥ às 11:10
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1 Moonlight:
De Andrusca ღ a 2 de Novembro de 2010 às 18:39
Ohh +.+ que perfeitinho +.+
A moça agora telefona-lhe, certo? se ela não lhe telefona eu vou-me a ti -.-'
Vou já descobrir ...


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