Espiritos do Luar é baseado nas histórias e lendas das tribos Cherokee, Wappo e Karok. Os nomes são inventados e a história em si é ficcionada.
Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

Midnight Howl - Cap 6

Tinha sido a minha primeira noite na minha nova casa. Sem dúvida diferente mas soube-me muito bem. A minha senhoria, Mrs. Davis, tinha-me emprestado alguns conjuntos de lençois enquanto não compra-se uns para mim. Era uma querida aquela senhora, e pelos vistos tinha gostado muito de mim. Como lhe tinha prometido no dia anterior, mal acordei fui pagar-lhe a renda do mês.

O próximo objectivo era arranjar emprego, a parte mais complicada disto tudo. Iria ao café que Angie, a empregada de mesa, me tinha dado. Se tivesse sorte ainda conseguia hoje um emprego. Vamos lá ver... Peguei na mochila e chamei um táxi e lá fui eu para a praia. Estava um dia bastante cinzento hoje (nada a que não estivesse habituado) mas ainda assim se via muita gente na água, principalmente surfistas. Em La Push costumava ficar a ver o pessoal de Forks a fazer surf, quando era humano ainda. Sempre tive curiosidade em saber como seria andar assim numa onda, mas nunca tive coragem de aprender.

Chegado a café, paguei ao motorista e saí. O café ficava do outro lado da rua que passava na praia e por fora tinha um ar bastante simpático. Entrei no café e pude ver que era bastante movimentado. Não admirava que precisassem de mais gente. A decoração era muito ligada ao mar e numa das paredes havia fotografias,provavelmente dos donos, com diferentes surfistas.

Dirigi-me ao balcão e sentei-me num banco. Enquanto esperava, observei o café com mais cuidado: ainda era grande o café e tinha um ambiente super acolhedor. Quando dei por ela já estava um rapaz, pouco mais velho que eu a atender-me.

- Bom dia. Que vai desejar? - perguntou-me.

- Queria falar com  gerente por favor. - disse. Ele olhou para mim apreensivo.

- Estava alguma coisa de errado com o que lhe foi servido?!

- Não, não. Era para falar do emprego que estão a oferecer. - informei, acalmando o rapaz.

- Ah ok. Só um momento.

 

Entrou na cozinha, que devia ter acesso ao escritório, e foi chamar quem quer que fosse responsável pelo café. Quando regressou, atrás dele vinha um homem bastante novo, talvez na casa dos 30 anos, alto de cabelos louros. Tipico ar de surfista. Dirigiu-se a mim com um largo sorriso e eu retribui.

- Ora bem, temos candidato. Frank. - disse, enquanto esticava a mão para me cumprimentar.

- Jacob. - respondi, apertand-lhe a mão.

- Hum estás muito quente. Estás com febre? - mais uma vez tinha-se esquecido da minha temperatura.Uf...

- Não, não. Sempre fui assim. - menti, sorrindo inocentemente.

- Estranho. Bem de qualquer maneira, o Hank disse que estavas aqui por causa do emprego.

- Sim, a Angie do Earth Caffe disse-me que vocês precisavam de ajuda e eu preciso de emprego, portanto...

- A Angie? Ora então deves ser bom rapaz. Quantos anos tens miudo? - perguntou-me.

- Tenho 20. E aviso que nunca servi mesas mas que aprendo depressa. -disse-lhe. Mais valia ser honesto!

- Estou a ver. Fazemos assim, ficas à experiência esta semana. Se te saíres bem, ficas. - propôs.

- Ok, perfeito. - disse sorrindo.

- Bem-vindo ao Sea Wolf Caffe.

 

Nem tinha reparado no nome do café mas sem dúvida que era irónico, no meu caso. Frank pôs-me a trabalhar nesse mesmo dia. Deu-me uma camisa com o nome do café e disse que hoje ficava no balcão, amanhã iria tentar servir às mesas. A minha camisa óbvio não tinha nome, mas se ficasse lá a trabalhar, Frank disse que depois se punha o meu nome. A camisa era num tom azul acizentado mas com uns desenhos com um lobo- marinho nas costas. Acho que ia de gostar trabalhar ali. Era original o cafe, sem dúvida.

Atendi os clientes que ficavam ao balcão (que ainda eram alguns) e servi-os sem grandes problemas. Demorei mais tempo com os cafés mas depressa percebi como se mexia na maquina. Estava contente por estar a sair-me tão bem para o primeiro dia. Normalmente é sempre um desastre.

- Nada mau. De certeza que nunca trabalhas-te num café? - perguntou Hank, quando veio da cozinha.

- Absoluta. - disse, sorrindo.

- Bem-vindo à familia. Sem duvida que ficas cá.

- Obrigado.

 

*

 

Já eram 7h da tarde quando saí do café. O Hank fez-me o favor de me levar a casa para não gastar dinheiro no táxi. Estava mais fresco, mas como sempre, para mim não fazia diferença. Quando cheguei a casa, tomei um longo chuveiro. God sabia bem sentir a água quente a descontrair os musculos, estava cansado.

Quando saí da casa de banho vesti só uns boxers, aproveitando que estava descansado em casa para não andar cheio de roupa. Fechei as cortinas para ninguém cuscuvilhar e fui ao telefone. Já não falava com o meu pai desde que lhe tinha dito no aeroporto que tinha chegado bem a NY. Liguei para casa e esperei que o meu pai atendesse. Passado quatro toques atendeu.

- Estou? - disse a voz do outro lado.

- Olá pai. É o Jacob.

- Jacob! Começava a focar preocupado, já não me dizes nada a três dias. - reclamou.

- Tenho andado ocupado, desculpa.

- Não tem mal. Então conta coisas filho.

 

Contei tudo desde que tinha chegado a NY, que tinha já arranjado um apartamento e que estava à experiência num emprego, mas que estava confiante que ia conseguir ficar lá a trabalhar. Contei como era a cidade e que por vezes deixava-me com dores de cabeça, por causa do barulho. Ele riu-se e disse para tomar uns comprimidos. «Que piadinha» -pensei para mim.

Depois esteve ele a contar-me as novidades dele. Aparentemente a Bella e o Edward tinham voltado a Forks para visitar o Charlie e a Bella mandou beijos para mim, visto que tinha ido visitar-me e eu já não estava lá. Tinha que lhe ligar um dia destes. Falou que a alcateia está bem, que continuam a faer asneiras como sempre, somente a Leah está mais casmurra por me ter vindo embora. Tipico...

Eventualmente tive de desligar, o meu pai ia comer a casa do Charlie, havia jogo hoje. Aqueles dois não perdem um jogo, é incrivel. Pousei o telefone no suporte e fui-me vestir. Apetecia-me sair, ver a cidade durante a noite. Talvez ainda fosse a algum bar. Fui ao armário, que já tinha enchido com as minhas coisas e vesti uns jeans e uma camisa preta. Deixei alguns botões abertos para refrescar e puxei as mangas da camisa até ao cotovelo. Calcei as minhas botas castanhas e decidi levar o meu casaco de couro por cima. Peguei na minha carteira, que enfiei no bolso do casaco e saí.

Jantei num restaurante ali perto e depois segui a pé para a baixa da cidade que ficava a uns três quarteirões de distância. Nova Iorque à noite era linda, cheia de luzes, com os prédios a destacar-se no céu preto. Estava a adorar. Ao fim destes dias já me tinha habituado aos empurrões e já sabia como me desviar. A mim não me doia mas decerto que a pessoa que ia contra mim ainda ficava com umas negras.

Estava a passar em frente a um bar. Estava uma fila enorme para entrar, devia ser bastante popular. Naquele bar não entrava eu, ficar horas à espera, correndo o risco de nem sequer entrar? Só podem estar doidos! Observei a fila e quando olhei para a frente quase que ia contra um grupo de adolescentes que estava a passar por mim. Ainda me consegui desviar, mas não consegui evitar ir contra uma rapariga.

Olhei para trás para lhe pedir desculpa mas não me saiu nada da boca para fora. Ela olhou para trás uns segundos e pediu-me desculpa, sorrindo, enquanto continuava a andar. Era a criatura mais bonita que alguma vez tinha visto, em toda a minha vida. E de repente, o mundo deixou de existir, simplesmente existia ela.

publicado por Suky ♥ às 11:31
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4 Moonlights:
De Inês (aka mãe) a 20 de Setembro de 2010 às 15:23
Pois ao fim de 6 capítulos, tenho a dizer que estou a gostar! Podes continuar! Apanhaste bem o espírito, a forma de escrever não á aborrecida, pelo contrário e terminas os capítulos numa altura em que temos que saber o que vem a seguir! Isso é bom. O mau ( ou menos bom para ser soft), são os erros minha menina! Erros por distracção, coo vi alguns, ainda admito, apesar de achar que antes de publicares o artigo, deves fazer uma revisão. Agora erros gramaticais?! Nunca! Quando chegar vão acontecer duas coisas: Dois beijinhos (um por ter chegado a casa e doutro pelo blog) e um puxão de orelhas pelos erros!
Beijos
Inês /aka mãe


De marie-claire a 20 de Setembro de 2010 às 19:08
Está muito giro.
Continua. :P


De Andrusca ღ a 2 de Novembro de 2010 às 18:32
Haha, o nome do café xD
U.U Ele finalmente marcou alguém ? :o


De Joana a 30 de Dezembro de 2010 às 22:41
Encontrou a sua alma gémea. =)


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