Espiritos do Luar é baseado nas histórias e lendas das tribos Cherokee, Wappo e Karok. Os nomes são inventados e a história em si é ficcionada.
Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Midnight Howl - Cap 31

O grande dia da partida tinha chegado. Eu e Paul fizemos uma pequena mala com algumas roupas e dinheiro para comer e pouco mais. A maior parte do tempo íamos estar em forma de lobos não era necessário muitas mudanças de roupa. Íamos apanhar um avião para França e percorrer o Norte da Europa a partir desse ponto até á Rússia. Com um pouco de sorte encontrávamos aquilo que andávamos á procura...

Cameron, Hank e Neela foram connosco para o aeroporto para se despedirem. Podia ver perfeitamente no rosto de Neela que estava preocupada com a minha partida e custava-me imenso deixá-la sozinha mas tinha trabalho para fazer. Despedi-me de Cam e de Hank, deixando a Neela para o final. Enquanto Paul ficou na conversa com os meus amigos, eu e Neela fomos para um canto mais afastado. Levantei o seu rosto com a mão no seu queixo para ela olhar para mim.

- É só durante uma semana... - disse.

- Não quero que vás. Os lobisomens são perigosos e tu não deixas de ser humano, e se eles te mordem? - nunca tinha pensado nessa possibilidade.

- Não me vão morder. Sou rápido. - tentei tranquilizá-la.

- Não gosto nada desta ideia Jacob.

- Eu sei, se pudesse também ficava mas é este o meu dever para com a alcateia, tens de compreender isso. - expliquei-lhe.

- Eu sei e eu compreendo... Mas não me agrada. - sorri.

- Eu também não gosto mas tem que ser. "Voo 193 para Paris. Voo 193 para Paris." - chamaram. - Tenho de ir.

- Tem mesmo que ser?

- Odeio despedidas...

- Anda cá.

 

Neela colocou-se em bicos de pés com as mãos no meu pescoço e eu baixei-me, rodeando a sua cintura com os meus braços, e beijei-a. Ia ter mesmo muitas saudades, uma semana ia ser uma eternidade, ainda para mais sem a poder contactar ou sem as visões de Alice para a tranquilizar.

- Amo-te. - disse-lhe.

- Volta depressa...e inteiro de preferência. - disse-me ela em tom de gozo.

- Volto sempre.

Paul veio ter comigo e ambos fomos para o avião. A viagem ia ser bastante longa, portanto pus-me o mais confortável possível no assento e deixei a minha mente vaguear enquanto observava as nuvens pela janela. Paul adormeceu pouco depois e entretanto eu fui pensando como faríamos para convencer um bando de lobisomens raivosos a juntarem-se a nós. O factor de os Volturi nos quererem atacar era uma grande ajuda para os convencer, afinal eles odiavam os Volturi por terem quase extinguido a sua espécie mas porque haveriam de arriscar a sua pequena população por nós?

Os meus pensamentos vaguearam tão longe que antes de ter dado conta já estava a dormir.

 

(...)

 

Chegámos a França, eram três da tarde lá e eu e Paul fomos fazer o check in num motel ali perto para descansar um pouco. Claro que iríamos meter mãos á obra mal pudéssemos mas naquele momento queríamos delinear um plano e principalmente comer. Como é natural, as porções de comida oferecidas num avião são doses normais, que para nós, nem davam para alimentar uma unha do pé.

Encomendámos alguma comida chinesa e começámos a discutir a nossa rota. Teríamos de apanhar uma camioneta para um local mais a Norte, perto de florestas e a partir daí seguiríamos o nosso caminho pela Bélgica, Alemanha, seguiríamos para a Noruega, Suécia e Finlândia e por fim Rússia. Estávamos a planear demorar cerca de uma semana, portanto teríamos cerca de um dia, dia e meio para cada local. Felizmente velocidade não era um problema para nós. Conseguíamos percorrer vários quilómetros num dia sem nos cansarmos.

Ao fim da tarde iriamos apanhar uma camioneta para norte e começariamos a nossa missão. Esperava que corresse tudo bem.

 

**

 

Já tínhamos patrulhado toda as florestas da Alemanha, Noruega e Suécia e até agora não tínhamos tido grande sorte. Houve alguns momentos promissores mas todos um falso alarme. O tempo estava a esgotar-se e a minha esperança a diminuir cada vez mais... Eu e Paul atravessámos a fronteira, e entrámos na Rússia, onde Alice disse que teríamos maiores hipóteses de êxito. Afinal se pensarmos bem a Rússia tem uma vasta área de floresta, praticamente inabitada, principalmente no Norte, onde o frio mantém a maior parte dos seres humanos afastados.

Esperava mesmo que Alice tivesse razão, porque não queria voltar para La Push de mãos vazias, por assim dizer. Precisávamos de toda a ajuda possível, e ter lobisomens no nosso "exército" era mais do que óptimo, principalmente porque Caius tinha um pavor descomunal em relação a eles.

Chegamos á beira de um rio e parámos para beber um pouco de água, já estávamos a correr á cerca de 4 horas, portanto iríamos beber um pouco para refrescar e descansar durante uns minutos. Depois de beber, deitei-me encostado a uma árvore e relaxei. O corpo todo doía-me, nunca tinha corrido tanto tempo em toda a minha vida de lobo e o meu corpo estava a ressentir o esforço. Paul foi tomar um banho, atirando-se para dentro do rio, cuja acto se arrependeu rapidamente porque a água era simplesmente gelada. Soltei um sorriso abafado, o seu pensamento estava cheio de insultos, o que me dava vontade de rir. Este Paul era mesmo único.

Ele rosnou-me por me estar a rir dele mas ambos parámos de fazer o que quer que fosse porque ouvimos um ramo a partir. As minhas orelhas ficaram logo em pé, procurando o sitio de onde tinha vindo o som. Paul estava a fazer o mesmo, até eu sentir algo a pingar em cima do meu pêlo. Olhei para o meu ombro para investigar o que era e constatei que era...aquilo era baba?! Ouvi um rosnar acima de mim e olhei para o cimo da árvore. Ali estava ele, o que procurávamos tão desesperadamente durante uma semana: um lobisomem.

Era bastante diferente da maioria dos filmes, que mostram um humano com bastante pêlo. Este parecia-se mais com a versão do filme "Van Helsing", era completamente coberto de pêlo, mas tinha focinho e orelhas, grandes garras nas suas mãos e trazia um par de calções rasgados vestido. Era mais pequeno do que pensava, mas vendo bem eu era enorme. Levantei-me por instinto afastando-me da árvore, de modo a ficar em segurança e ele deixou-se cair no chão, ficando de cócaras a olhar para nós, sem nunca parar de mostrar os dentes. Sabia que Paul odiava que lhe mostrassem os dentes mas hoje não se sentia com vontade de atacar.

Não sabíamos como o enfrentar, era um ser completamente novo para nós e não sabíamos o que fazer. Paul e eu ficámos na defensiva á espera que ele tomasse o primeiro passo, mas ele nada fez, parecia estar á espera. Como viu que nada íamos fazer, respirou fundo e uivou.

"Ele está a chamar reforços!" - Pensou Paul.

"Eu sei, o que fazemos?!" - perguntei eu.

"Eu sei lá meu! Se ele não tem medo de nós quando somos lobos gigantes, não terá medo de nós se nos transformarmos em humanos." - nesse ponto ele tinha razão...

"Eu vou-me transformar, senão eles não percebem o que queremos." - disse. Sabia que estava a correr um grande risco mas era a única solução. Antes que Paul pudesse protestar, voltei á minha forma humana, vestindo os calções que trazia presos na perna. O lobisomem olhou para mim confuso mas não me atacou. Estava...surpreso!

Olhei para a orla da floresta e cerca de 5 lobisomens, de tamanhos e cores diferentes, apareceram. Vinham devagar, cautelosos, como que a avaliar a situação. Pararam um pouco atrás do que estava debaixo da árvore onde eu tinha estado deitado e olharam uns para os outros. Eles também falavam mentalmente? Bem não ia esperar que me atacassem para saber.

- Viemos em paz. - disse, no tom mais calmo que consegui dar á minha voz.

 

Eles olharam para mim, e pude ver que alguns estavam mais irritados que outros mas nenhum se mexeu. O lobisomem castanho, o que tinha babado em cima de mim apoiou-se nas duas pernas traseiras e olhou para mim. Fiquei apreensivo durante uns momentos mas não me mexi.

- Que é que vocês querem? - perguntou ele. Aquilo apanhou-me de surpresa, pensava que os lobisomens não conseguiam falar enquanto estavam na forma de lobo. Mas pensando bem estávamos em pleno dia e eles estavam em forma de lobo!

- Ahm...ok... Precisamos da vossa ajuda. - disse eu, tentando manter a minha postura. Ele percebeu a minha confusão.

- Sim conseguimos falar nesta forma e sim conseguimos transformar-nos durante o dia, mesmo sem ser a semana de lua cheia. A maior parte do que se diz são mitos. - respondeu-me.

- Oh ok. - respondi.

- Para que precisam da nossa ajuda? - perguntou outro atrás, o mais pequeno do grupo. O castanho, deduzo eu que seja o líder, lançou-lhe um olhar que até a mim me meteu medo e o pequeno calou-se.

- Estamos sobre ameaça de morte dos Volturi. - mal pronunciei o seu nome houve várias reacções pelo grupo. - Precisamos de toda a ajuda possível para os travar e achamos que vocês iam gostar de se vingar... Nós não viríamos incomodar-vos se não estivéssemos desesperados. - disse por fim.

- Os Volturi? Eles quase nos extinguiram. Não me podes pedir que mate o que resta da minha familia rapaz. - disse o lider. Era deste obstaculo que estava á espera.

- Eu sei que estou a pedir bastante de vocês mas como disse, não vos pediria ajuda se não fosse estritamente necessário... - insisti. Sentia Paul impaciente atrás de mim e reparei que o líder estava igualmente intrigado connosco.

- Que são vocês? - perguntou.

- Somos Quileutes, temos a capacidade de nos transformarmos em lobos quando atingimos uma certa idade, de modo a proteger o nosso povo quando há vampiros por perto. - expliquei.

- Humm...interessante. Vou ter de discutir isto com a minha família, se não se importarem de nos dar um dia para decidir... - pediu.

- Claro não há problema. - disse.

- Encontramo-nos aqui, amanhã á mesma hora. - disse, caindo nas quatro patas outra vez e desaparecendo para a floresta mais uma vez.

 

Aquele encontro tinha sido bastante intenso, estava com os nervos em franja... Precisava mesmo de me acalmar. Paul e eu voltámos para o nosso motel numa pequena vila na Rússia e deitei-me. Esperava sinceramente que eles nos ajudassem. Mas vendo pelo lado positivo, ao menos não tínhamos sido comidos.

 

Lobisomem minha versão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PS: Aqui está mais um eheheh

Espero que tenham gostado, estava inspirada para este Cap xD

Comentem!! Kiss**

sinto-me: inspirada
publicado por Suky ♥ às 18:41
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4 Moonlights:
De Filippa a 18 de Novembro de 2010 às 20:56
Ok eu realmente devo-te um pedido de desculpas pois não tenho comentado mas olha eu só hoje é que reparei que tinha 3 capitulos em atraso! Quase que me ia dando o badagaio! É claro que tive de ler tudo e isto está cada vez melhor sinceramente ... Será que os lobisomens vão aceitar? huuum .. mistério :P
Mais mais mais :D


De nyssa a 19 de Novembro de 2010 às 21:54
Desculpa por não ter passado por cá antes mas tive ausente dos blogs esta semana. Vou ler os capítulos que tenho em atraso e depois comento ;)


De Suky ♥ a 19 de Novembro de 2010 às 22:13
Ok não há problema :)


De Andrusca ღ a 20 de Dezembro de 2010 às 19:44
Whoa, o teu lobisomem é assustador xD
Adorei o capítulo ^^


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